![]() |
![]() |
||||||||||||
|
|
||||||||||||
![]() |
O CEAIDS |
Publicações | |||||||||||
|
O CEAIDS (Conselho Empresarial de Prevenção ao HIV/AIDS do Estado de São Paulo) atua por meio da sensibilização e mobilização do segmento empresarial, estimulando e fortalecendo o exercício da responsabilidade social no ambiente de trabalho contra o vírus. Leia mais... |
Manual
de Implantação e Implementação de Programas
e Projetos de Prevenção ao HIV e AIDS no Local de Trabalho
|
||||||||||||
![]() |
Teste para HIV
Os testes para detecção da infecção pelo HIV podem ser divididos em quatro grupos: testes de detecção de anticorpos, testes de detecção de antígenos, técnicas de cultura viral e testes de amplificação do genoma do vírus. As técnicas usualmente empregadas no diagnóstico da infecção pelo HIV se baseiam na detecção de anticorpos contra o vírus e são usadas para triagem inicial. Detectam a resposta do hospedeiro ao vírus, e não o vírus. Os testes de detecção de anticorpos são: · o ELISA (Enzime Linked Immunosorbent Assay, ou ensaio de imunoadsorção ligado á enzima), que é o mais usado, por sua facilidade de automação, custo relativamente baixo e elevada sensibilidade e especificidade, · a Imunofluorescência indireta, utilizada na confirmação sorológica, · o Western-blot, considerado "padrão ouro" para confirmação do resultado na etapa de triagem. Tem alta especificidade e sensibilidade mas seu custo é alto. · os Testes rápidos e testes simples que dispensam equipamentos para a sua realização, sendo de fácil execução e leitura visual. Aplica-se em inquéritos epidemiológicos. A sensibilidade é comparável à dos testes de ELISA. · Testes de detecção do vírus ou suas partículas, são mais complexos e caros e por isso restritos a ensaios clínicos e pesquisas. Alguns são empregados na rotina de tratamento e acompanhamento do doente e não para diagnóstico. Dentre estes os principais são: · Testes de amplificação do genoma do vírus (carga viral): é a análise quantitativa da carga viral por técnicas baseadas na amplificação de ácidos nucléicos, amplificação de DNA em cadeia ramificada e amplificação seqüencial de ácidos nucleicos. Têm alta sensibilidade, permitindo o acompanhamento da resposta à terapêutica anti-retroviral. · contagem de TCD4+ em sangue periférico: a contagem de células TCD4+ em sangue periférico mede a imunocompetência celular; é útil no acompanhamento de soropositivos. Habitualmente, o teste ELISA é o primeiro exame de sangue feito para verificar se a pessoa está infectada com HIV. Se este teste der positivo, outro teste mais específico, normalmente teste WESTERN BLOT, é feito para confirmar os resultados. Qualquer pessoa que passou por uma situação de risco pode submeter-se ao teste, que é sigiloso e gratuito, e está disponível nos Centro de Saúde. É importante lembrar que o teste detecta a presença de anticorpos contra o HIV e não o HIV, por isso é necessário que decorra algum tempo entre o contato de risco e a formação de anticorpos. Só haverá anticorpos circulantes no sangue depois de decorrido este período, chamado janela biológica, varia de três a doze semanas (1½ mês a 3 meses, com média de aproximada de 2,1 meses) após a exposição de risco e aquisição do vírus. Se quiser pode também solicitar no Centro de Saúde um aconselhamento sobre fazer ou não o teste e como enfrentar um resultado positivo. Procure um serviço público ou se informe no Disque-AIDS. Lembre-se este exame só pode ser feito com o consentimento da pessoa. Estes testes, são obrigatórios apenas em doadores de sangue ou de órgãos e gestantes, de preferência no início do acompanhamento pré-natal. Resultado positivo significa que a pessoa é portadora do vírus, é um soropositivo e pode ou não estar com AIDS. A procura de tratamento médico é necessária pois a infecção é controlável. Portadores assintomáticos podem transmitir o vírus para outras pessoas, razão pela qual é importante comunicar o resultado aos parceiros que devem também realizar o teste anti-HIV. É necessária a adoção de práticas seguras para a redução de riscos de re-infecção pelo HIV e outras DST. Resultados falso-positivos decorrem de problemas técnicos ou alterações biológicas no indivíduo que determinam reatividade, independente da condição investigada. Os de origem técnica são: contaminação de ponteiras ou da reação por soros vizinhos fortemente positivos, troca de amostras, ciclos repetidos de congelamento e descongelamento, pipetagens de baixa acerácea, inativação da amostra a 56°C e transporte ou armazenamento inadequado das amostras ou kits. Como causas biológicas de resultados falso-positivos são, entre outras, semelhanças antigênicas entre microrganismos, doenças auto-imunes, infecções por outros vírus, uso de drogas endovenosas, aquisição passiva de anticorpos anti-HIV. Nem todas as reações falso-positivas têm causa definida ou podem ser evitadas. Resultado negativo: O resultado negativo significa que a pessoa não está infectada ou que foi infectada tão recentemente que ainda não produziu anticorpos necessários para detecção pelo teste utilizado e é, neste caso um falso-negativo. Influem nos resultados falso-negativos, a sensibilidade do teste, em função das diferentes capacidades de detecção dos kits, da ocorrência do período de janela imunológica ou da variabilidade na constituição antigênica dos conjuntos de diagnóstico. Entre os fatores de ordem técnica que levam a resultados falso-negativos, estão: troca da amostra, uso de reagentes fora do prazo de validade, equipamentos desajustados, pipetagem incorreta e transporte ou armazenamento inadequado das amostras ou dos kits. É importante destacar que um resultado negativo não significa imunidade. Um resultado indeterminado pode significar um falso-positivo devido a razões biológicas ou um verdadeiro positivo de infecção recente que ainda não desenvolveu anticorpos.
Janela imunológica: É o tempo compreendido entre a aquisição da infecção e a soroconversão (também chamada de janela biológica). Varia de seis a doze semanas (um mês e meio a três meses) após a aquisição do vírus, com o período médio de aproximadamente 2,1 meses. Os testes utilizados apresentam geralmente níveis de até 95% de soroconversão nos primeiros 5,8 meses após a transmissão.
Soroconversão: É a positivação da sorologia para o HIV, que ocorre entre 6 a 12 semanas após o contágio (período conhecido como janela imunológica). Como os testes diagnósticos detectam a presença de anticorpos para o HIV, só devem ser realizados após este período. |
![]() |
ESTUDO SINALIZA QUE JOVENS JÁ NÃO SE
PREOCUPAM TANTO COM A AIDS
Estudo realizado durante dois anos, envolvendo 485 portadores do vírus HIV diagnosticados na cidade de São Paulo, identificou que, nesse grupo, a maior proporção de casos de infecção recente coincidia com a faixa etária mais jovem, abaixo de 25 anos. O resultado pode indicar a necessidade urgente de reforçar as ações de conscientização junto ao público adolescente. Uma das possíveis explicações para a constatação revela um cenário preocupante: recebendo "boas notícias" sobre a eficácia dos novos medicamentos e sem presenciar muitas mortes em decorrência da Aids em sua geração, estes jovens estariam menos convencidos do alto risco da infecção e até da gravidade da doença, relaxando nas medidas de prevenção. Reforçando essa hipótese, o estudo também somou maior número de infectados há mais tempo (crônicos) na faixa etária de 26 a 59 anos; um grupo que encampa a geração que sofreu o primeiro impacto da Aids e experimentou perdas causadas pela epidemia. Segundo o infectologista Esper Georges Kallás, docente da Unifesp e um dos autores do trabalho, os resultados sugerem que as medidas de prevenção devem ser reforçadas entre a população mais jovem. A pesquisa, só agora publicada na revista cientifica PLoS ONE, foi realizada entre 2002 e 2004 em quatro serviços públicos de assistência a portadores do HIV. Quanto ao perfil predominante dos participantes, o estudo relata maioria de homens (78,4%), solteiros (61,7%), com idade entre 25 e 45 anos (65,8%), com infecção por via sexual (89,4%).
|